# Siga o Barão no Facebook

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A Servidão Moderna


 ‘’A servidão moderna’’ é um livro e documentário dirigido e produzido independentemente por Jean-François Brient em 2009 e retrata a nossa realidade de escravos do consumismo capitalista. Foi distribuído gratuitamente em lugares da França e América Latina.
O filme é uma critica ao sistema em que vivemos, seu objetivo é atacar de frente a organização dominante do mundo. Relata a diferença social onde alguns consomem produtos agroquímicos enquanto outros passam fome e busca tirar as pessoas do senso comum para que questionem tais comportamentos.
‘’A servidão moderna é uma escravidão voluntária, consentida pela multidão de escravos que se arrastam pela face da terra. Eles mesmos compram as mercadorias que os escravizam cada vez mais. Eles mesmos procuram um trabalho cada vez mais alienante que lhes é dado, se demonstram estar suficientemente domados. Eles mesmos escolhem os mestres a quem deverão servir. [...] Estamos hoje em dia frente a uma classe totalmente escravizada, só que não sabe, ou melhor, não quer saber. ’’ 




#EscrevaQueEuLeio - Poema de Lilian Almeida 2°B

Eu me arrependo
toda vez
que falo com ele
me olhas como
se fosse
uma mosca, um inseto
indesejável.
queria me igualar,
não à mosca,
mas a tal desprezo.
vou fugir de casa
 pra valer e
dessa vez sem volta
fugir pro desconhecido
e desconhecida
me tornarei
para ele
desconhecida eu apenas

serei.

                                             - Lilian Almeida 2°B

Se você quer o seu texto, ou poema aqui, deixe nos comentários, ou mande para o e-mail: saitgamer36@gmail.com. Ou converse com os editores do jornal da escola!

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O top 5 de cada área do conhecimento no ENEM 2015

Confiram ESSE Artigo Escrito por Isabelle Figueirôa, Retirado do site de www.vestibular.ne10.uol.com.br/

A pouco mais de um mês das provas do Enem, o Blog Vestibular NE10 conversou com o professor de física Osvaldo Govone, um especialista no exame.
“As provas do Enem são muito extensas, normalmente o aluno que não está preparado não consegue cumprir o prazo”, disse Govone, que é gerente editorial de provas e vestibulares do Sistema COC de Ensino. O professor orienta os feras a resolverem as provas dos últimos três anos porque, assim, ele vai se acostumar com o estilo da prova.
Baseado nos concursos anteriores, o professor arriscou os assuntos que podem ser explorados nas quatro áreas do conhecimento e traz alguns conselhos específico para responder as 45 questões de cada uma delas.
CIÊNCIAS DA NATUREZA
“A matriz inclui as disciplinas de física, química e biologia, mas não há divisão clara entre elas, pois os assuntos vêm mesclados”, ponderou o professor. O aluno deve ficar atento ao interpretar as tabelas e os gráficos. Temas frequentes nesta área são:
1. Energia (consumo, transformação, circuito elétrico, fontes de energia)
2. Genética
3. Evolução e Ecologia
4. Estequiometria e funções orgânicas
5. Equilíbrio químico e Termoquímica
CIÊNCIAS HUMANAS
Integra as disciplinas de história, geografia, filosofia e sociologia. “Aqui os assuntos também vêm misturados, com ênfase na história contemporânea e história do Brasil”, destaca. Dificilmente história geral, antiga e medieval cai na prova.
1. Movimentos sociais
2. Impacto das tecnologias
3. Relações entre o urbano e o rural
4. Meio ambiente
5. Cidadania
MATEMÁTICA
A prova possui muitas tabelas, gráficos e figuras geométricas para o aluno analisar e interpretar. “O aluno precisa fazer a leitura dessas imagens”, aconselha o professor.
1. Porcentagem
2. Probabilidade
3. Progressão aritmética
4. Funções
5. Cálculo de volume e área
LINGUAGEM E CÓDIGOS
Essa área reúne língua portuguesa, literatura, língua estrangeira (inglês ou espanhol), artes, educação física, tecnologia da informação e comunicação. “O exame mistura muito as normas cultas e popular”, explica.
“O aluno precisa tomar cuidado com a coerência textual, não cair em contradição e desenvolver argumentos sólidos com informações relevantes, para isso, a dica é ficar muito atento com as notícias do cotidiano”, conclui.
1. Gêneros textuais
2. Figuras de linguagem
3. Funções da linguagem
4. Compreensão/interpretação textual
5. Coerência textual (no caso da redação)
REDAÇÃO*
1. Crise migratória na Europa
2. Polêmica dos taxistas contra aplicativo de carona
3. Desigualdades no mundo
4. Mobilidade nos centros urbanos
5. Educação e novas tecnologias
* Govone não acredita que temas relacionados à política nacional sejam abordados este ano.  “Novas configurações das famílias no século XXI” também é uma aposta.

Eu sei, mas não devia


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.


A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.



A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.



A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. 
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.



A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.



A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.



A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.



A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

                                                                                                                     
                                                                                                                    Marina Colasanti